Tem um mundo inteiro no nosso quintal…

imageOlá! Que bom falar com vocês sobre um assunto que eu amo: leitura! Sou pedagoga e apaixonada por literatura infantil. Em minha profissão sinto-me realizada em trabalhar com alfabetização. Quando digo alfabetização refiro-me a tudo o que ela engloba: leitura, interpretação, o lúdico na aprendizagem por meio dos livros, da poesia, da música… São muitas experiências deliciosas que esse universo nos proporciona! Seja como professores ou como pais.
Na primeira reunião com pais de alunos sempre gosto de perguntar: quem se lembra da sua primeira professora? Alguns ficam pensativos, outros prontamente dizem um nome que ficou marcado em suas vidas. Enganam-se, porém, aqueles que acham que falo dos professores da escola. A primeira “professora” é a família! Quando a criança ingressa em sua vida escolar ela já vem com uma serie de aprendizagens construídas em casa, seja qual for sua idade. A rotina, as formas de fazer atividades cotidianas, a forma de se relacionar… Isso tudo reflete aprendizagens construídas em casa, em família.

 

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Meus filhos estão com cinco anos e amam os livros, mesmo aqueles que eu e meu marido deixamos pelos cômodos da casa esperando um tempo para lê-los. São livros sem ilustrações ou qualquer artifício que atraia os olhinhos ávidos por cores, bichos, fadas, princesas e príncipes, mas tenho certeza que esse encantamento é reflexo do interesse e do exemplo dos pais que estão, sempre que possível, com um livro nas mãos. Meu filho folheia esses livros de adultos e ainda faz “comentários”. Procuramos conversar com ele sobre o tema do livro ou algo mais que achamos adequado comentar. Primeiramente perguntamos sobre o que trata o livro na visão dele para assim entendermos o seu interesse. Minha filha está há três dias “lendo” um livro da Dad Squarisi kkkkk “Dicas da Dad – português com humor”. Eu perguntei por que ela escolheu aquele livro e ela me disse que era porque tinha muitas palavrinhas. Mas é claro! Ela está em processo de alfabetização! Se encantou com aquele mudo de coisa escrita kkkk livro que nós,pais, lemos. O importante é valorizar esse interesse e, é claro, ler com eles livros próprios para a idade. Como meus filhos são ainda pequenos, procuro repetir a leitura do mesmo livro vários dias. Dessa forma eles tem mais tempo para conhecer as palavras e fazer ligações da história com experiências vividas.

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Semana passada estávamos com “A GALINHA XADREZ” de Rogério Trezza. É um livro que já conhecíamos, mas voltamos à leitura pois foi um dos livros que recebemos em razão da Ciranda Literária que promovemos (troca de cartinhas e livros entre as crianças via Correios). Eles amam a “cocó”, os seus amigos e, principalmente, o bolo que é feito no desenrolar da história. Eles gostam muito de bolo e isso já foi um fator importante pra que gostassem da história e se identificassem com o livro.

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A indicação de faixa etária para leitura de livros infantis não é estanque, taxativa. As crianças é que determinam o grau de interesse pelo tema, pela história, pelas ilustrações… O importante é que elas tenham contato com o livro, leiam do seu jeito, interpretem, observem, imaginem, sonhem, amem.
Meus filhos ainda não entenderam que a Galinha Xadrez desmaiou de cansada. Eles dizem que dormiu. Eu reforço que ela dormiu, desmaiou de tão cansada. Fazemos e comemos bolo, como no livro. O bolo é de milho e então também fazemos pipoca e cuscuz e eles se encantam com a quantidade de alimentos que são derivados do milho. Este é o nosso papel. Oferecer, incentivar, tornar atrativo, intermediar, construir com eles novas experiências. Na cartinha que o amigo da Ciranda mandou vieram fantoches dos personagens da história! Um encanto! Coisa simples… Confeccionados pelo amiguinho com a ajuda da mãe ( Márcia do instablog @boaleiturabomapetite).
Os livros infantis me encantam, me emocionam e me fazem amar cada vez mais esse universo de leitura. Se podem fazer isso por mim que sou uma criança grande, imaginem com os pequeninos! Ousem, aventurem-se com as crianças. Não fiquem só procurando o fundo moral. Leiam por ler, ora! Pela diversão de ouvir e até sentir o cheiro “do vento que sai de Mimosa” (A Vaca Mimosa e a Mosca Zenilda de Sylvia Orthof), pela ousadia de ver um lobo se transformar num bolo, nas palavras de Chico Buarque e sua Chapeuzinho Amarelo.
Enfim, quero convidá-los, famílias e professores, a aventurarem-se com as crianças nas delícias do mundo da literatura infantil. Mantenham livros sempre ao alcance delas. Não forcem, não obriguem. Ler deve ser gostoso, convidativo, apetitoso! Comecem por temas do interesse das crianças e depois ampliem para outros assuntos. Criem ambientes propícios para a leitura: vale cabaninha de lençol, edredon fofinho no chão, almofadas, uma caixa grande de papelão, embaixo da mesa de jantar…
Paulo Freire sabiamente dizia que a leitura do mundo precede a leitura da palavra. Leiam livros com suas crianças, filhos e alunos. Permitam que eles leiam o mundo!
Há no YouTube um vídeo que ilustra esse poder de influência. Deixo com vocês seu título, para pensar: A criança vê, a criança faz.
Bjks literárias,
Sil

Ps. Por aqui ainda estamos em construção. Se quiser conhecer mais sobre nossas atividades e indicações literárias, entre no instagram @casadeleitores 😉

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